segunda-feira, agosto 24, 2009

O Trabalho

Amigos de Jornada,
Hoje vou falar sobre o meu trabalho, da busca até os dias de hoje.

Bom, eu morei quase três anos em Boston e lá fui estudar e trabalhar, meu trabalho foi num restaurante, o qual era para ser apenas um trabalho temporário, entretanto virou definitivo e acabei saindo de lá como gerente, aliás o primeiro gerente brasileiro de uma corporação com mais de 150 restaurantes em todo os Estados Unidos. Com isso essa experiência veio me favorecer muito na minha pontuação do processo de imigração para o Canadá e também se tornou uma boa carta na manga para quando chegasse aqui.
Pois bem, aqui chegamos em 17 de junho e tão logo foi possível eu comecei a pesquisar trabalhos, diversos tipos, survival jobs, na área administrativa, comércio exterior, enfim fui saber a quantas andava a coisa.

Comecei então a enviar currículos para áreas as quais meu perfil se enquadrava bem, enviei meu currículo num formato ao qual acreditei estar condizente com o que o Québec queria, usei até como modelo o currículo de uma amiga que já trabalha aqui no Québec, então achei que logo teria respostas de meus envios. Doce ilusão.

Passaram-se muitos dias sem nem mesmo um retorno e eu não entendia o porque, pois as vagas as quais havia enviado estavam bem dentro de meu perfil e muitas eu até tinha mais experiência do que era exigido.

Fui então fazer a oficina de trabalho oferecida gratuitamente pelo Governo do Québec, fiz aqui em Laval mesmo no Perspective Carrière, essa foi uma decisão muito acertada, pois lá além de ficar a par da realidade do mercado local pude também enquadrar meu currículo aos moldes que o Québec realmente quer.

Bom, agora com o currículo atualizado e com novas informações em mãos estava seguro que em questão de dias encontraria um trabalho, pois quem olha os sites Job Bank Canadá e o Emploi Québec ve que tem muita oportunidade lá, além de muitos outros como Jobboom, Monster Jobs, etc.

Mas a realidade é um pouco mais cruel, especialmente quando se está numa espectativa muito grande para conseguir um trabalho devido as limitações orçamentárias!

Apesar de começar a ter retornos de algumas empresas percebi que ainda assim a coisa não estava num rítimo tão frenético quanto eu pensava. Me lembro que na entrevista do Québec o nosso entrevistador, M. LeBlanc, me disse que devido minha experiência na área e fluência no Inglês, os restaurantes praticamente me "jogariam um laço" quando eu passasse na porta, que com muita rapidez eu seria contratado. Eu acreditei piamente nisso, tanto que deixei para buscar trabalhos em restaurantes como último recurso, queria mudar de área e com isso pensei, "vou tentando na área administrativa ou comércio exterior, se não der então vou para um restaurante"!

O tempo passou, fiz umas entrevistas mas nada se concretizou, então pensei "é hora de ir aos restaurantes". Comecei a enviar currículos para vagas de Assistente de Gerente, Supervisor, Host e até mesmo garçon. Houveram retornos, mas infelizmente por aqui também acontece muito de você fazer uma entrevista e ao fim a pessoa te diz, "vamos conversar com mais algumas pessoas e então te ligamos, ok?" E mesmo que você insista em dizer que vai ligar eles dizem que não, é para aguardar e coisa e tal, só que no fim das contas ninguém liga.

Passei a visitar restaurantes diariamente e muitas vezes via placas "Nous embouchons" e até mesmo muitos lugares aonde diziam precisar com urgência, mas a urgência por aqui é muito relativa, especialmente no verão aonde muita gente está de férias.




Percebi que minha experiência numa das maiores corporações de restaurantes dos Estados Unidos não fez muita diferença por aqui, fiz entrevistas, mostrei minhas certificações, cartas de referências, provei meus conhecimentos, mas não deu certo em nenhum lugar.

Finalmente recebi um telefonema da UPS, que é maior empresa de entrega de encomendas do mundo, fiz uma entrevista por telefone em Francês e Inglês, aliás a grande maior parte foi em Inglês, aprovado fui encaminhando para fazer uma entrevista com a gerente regional de Recursos Humanos, assim o fiz e também fui aprovado segundo a gerente. Só que teria que esperar um retorno para a próxima etapa.



O tempo passou e nada de telefonema da UPS, e eu correndo atrás de outras coisas até que finalmente vi um anúncio de uma empresa no Emploi Québec que precisava com urgência de inúmeras pessoas para trabalhar em sua fábrica aqui em Laval. É uma indústria de peças de reposição automotiva, a maior da América do Norte, com diversas fábricas no Canadá, Estados Unidos e até Inglaterra.

Lá fui eu entregar o currículo cheio de esperanças, mas ao chegar lá apesar de toda minha empolgação só tive que deixar o currículo e fui dispensado, insisti perguntando se não estavam com urgência, a recepcionista disse que sim mas nesse momento só estavam recebendo e ai fariam a triagem. Foi um banho de água gelada, mais um aliás!

Entretanto três dias depois me ligaram para fazer uma entrevista pessoalmente, dessa forma no dia 11/08 fui fazer minha entrevista, na entrevista tive que apresentar minhas cartas de referência, falar de minhas experiências anteriores e explicar o porque ter escolhido o Canadá, enfim perguntas típicas de entrevista no Québec, dessa vez a entrevista foi realizada somente em Francês e me virei muito bem, então eis que finalmente tive uma ótima notícia, fui contratado.


E para qual cargo? Eu diria que não sei dizer qual exatamente é o nome do meu cargo, mas trabalho na linha de montagem de radiadores automotivos e industriais, é algo muito diferente do que já fiz até hoje em toda minha vida, não é um trabalho pesado mesmo sendo no período da noite, a empresa é muito boa, está pagando bem além de oferecer, assistência médica e odontológica para mim, a Ro, Fernanda e Filipe e também seguro de vida em grupo.


O ambiente de trabalho é muito limpo e organizado, as pessoas com as quais trabalho são muito centradas e a grande maioria tem muitos anos de casa.


A empresa é muito séria, tem uma gama de clientes muito grande e importantes dos quais inclui-se a Bombardier que frequentemente visita a fábrica.


Eu estou muito feliz com o que consegui, meu salário está bem melhor do que como gerente de restaurante seria, trabalho 40 horas por semana, tenho meu final de semana livre, na verdade assim, trabalho de domingo à quinta-feira, sempre à noite, mas acaba sendo um final de semana. Não estou ostentando nenhum cargo de elite, não sou nenhum responsável por projetos ou desenvolvimentos mirabulosos, para muita gente eu me tornei um "pião" aqui, francamente não estou nem aí para esse tipo de pensamento.

Fico feliz porque consegui uma boa remuneração e mais do que isso começo a construir minha referência profissional no Québec, experiência essa que vai alçar meu futuro profissional por aqui.


Bom gente, por enquanto é só tudo isso, mas a gente vais postando na sequencia, ok?




Um grande abraço à todos e até logo mais,




Ricardo

terça-feira, agosto 18, 2009

O Resumo de 2 meses no Québec

Amigos de Jornada,

Em 17 de Agosto de 2009 completamos dois meses de Québec, e muito já aconteceu mas ainda há muito por acontecer, mas o engraçado é que as vezes temos a impressão que faz mais tempo que estamos aqui e ao mesmo tempo parece que chegamos ontem, mas pelo que temos visto essa é uma sensação normal.
Graças à Deus tivemos a sorte de chegar e já ter um lugar definitivo para ficar, nada de procurar por apartamento, isso fez uma grande diferença. Quem puder fazer nós recomendamos pois a gente chega muito cansado e é muito bom saber que uma coisa bem importante já está resolvida.
Agora é importante que se tenha alguém já por aqui que possa ver o local de perto, porque muitas vezes as fotos não passam a exata idéia do que a realidade é.
No que diz respeito a documentação, tudo foi providenciado já nos primeiros dias, primeiro fomos providenciar o Assurance Social, na sequencia o Assurance Maladie, depois providenciamos a tradução das carteiras de motorista.
Por incrível que pareça nosso rendez-vous foi depois de termos providenciado nossa documentação, aliás aconteceu uma semana depois que chegamos, tem todas as informações necessárias para que se possa iniciar a vida por aqui, além de também já se receber a papelada para fazer a inscrição na francisação.
A Ro e o Filipe devem começar a francisação em Setembro, eu optei por não fazer acheir melhor já ir atrás de um trabalho uma vez que chegamos aqui com as finanças bem limitadas, dessa forma fui fazer a oficina do Emploi Québec aqui em Laval. Posso dizer que é excelente pois assim que cheguei aqui enviei diversos currículos para vagas que se enquadravam ao meu perfil, mas não obtive um retorno sequer. Depois da oficina, com o currículo adequado aos padrões do Québec as coisas mudaram radicalmente, comecei a ser chamado para entrevistas, receber e-mails, enfim a coisa foi pra frente e finalmente no dia 11/08/09 fiz uma entrevista e no mesmo dia comecei a trabalhar, aliás fiz a entrevista foi de manhã e a noite comecei trabalhar, meu turno é na parte da noite, pra mim sem problemas pois meu corpo já está habituado devido meu último trabalho no Brasil que era durante a noite.
A cidade - Laval é um lugar muito bom para se viver, mas é importante que se esteja próximo às estações de metro ou com fácil acesso à elas, caso contrário fica difícil para ir a Montréal, e mesmo que se consiga um trabalho aqui às vezes é necessário ir até Montréal, ou seja enquanto não tenha carro é melhor estar em locais de fácil acesso.
Nossas primeiras impressões no geral são muito boas, apesar de algumas coisas não serem exatamente o que a esperávamos ou talvez nossas espectativas fossem muito grandes.
Um coisa importante, antes de fazer qualquer contrato com telefonia e internet fique de olho nas taxas de ativação e nas entrelinhas do contrato, nós fizemos um pacote com a Bell que supostamente era perfeito, 3 telefones gratuítos, internet de 7 mega com modem sem fio, e por um valor muito atraente, entretanto minha primeira fatura veio mais do que o dobro do que deveria ser, e por que? Devido as taxas de ativação de cada um dos telefones que foram de $35,00 cada aparelho, mais taxa de ativação da internet e aluguel do modem. Na hora da venda ninguém vai te falar sobre isso, a vendedora somente nos falou do valor mensal e em nenhum momento mencionou taxas de ativação ou qualquer coisa do genêro, então não vacile, mesmo que tome um certo tempo, antes de assinar o contrato e fechar o pacote leia direitinho o que está no contrato para não ter surpresas desagradáveis com nós tivémos.
Limpeza das vias públicas - Não é o forte de Laval e mesmo em alguns lugares que conhecemos em Montréal - ruas com lixo no chão e muitas, mas muitas pontas de cigarro também, o povo daqui fuma muito.
Outra coisa que reparei, quando cortam grama nos canteiros centrais e laterais das vias públicas os responsáveis não utilizam aquela tela de proteção para evitar que a grama cortada caia na rua, eles não estão nem ai pra isso, cortam a grama, largam o que sobrou na rua mesmo e assim fica até o vento ou a chuva levar.
Em contrapartida o sistema de transporte público é excelente em todos os sentidos, ônibus novos e que chegam no ponto no horário marcado, às vezes com pequena variação de minutos. O metrô apesar de ter trens bem antigos (e com pneus!rsrs) é muito eficiente e corta praticamente toda a cidade de Montréal. Em Laval temos três estações: Montmorency, De La Concorde e a estação Cartier, por serem bem novas essas estações estão impecáveis.
Custo de vida no geral - Nesse aspecto é importante distinguir dois períodos, quando se chega aqui gastando ainda Reais convertidos em Dolar Canadense e quando se passa a receber aqui em Dolares Canadenses dispensando qualquer conversão.
Nas primeiras semanas ou meses que se usa o dinheiro Brasileiro tudo é muito caro, óbvio!
Mas ao analisarmos a realidade local pode-se dizer que no geral os genêros de primeira necessidade tem preço muito acessível. No mercado fizemos compras muito boas sem gastar horrores. Roupas e sapatos, pode-se encontrar desde o mais "baratinho" até as marcas miraculosas e caras, mas que mesmo assim não são tão caras como no Brasil. Que tal pagar $120,00 num tênis Nike que não sai por menos de R$ 800,00 no Brasil? Ou ainda uma polo da La Coste pela bagatela de $ 35,00!
Ou seja tem de tudo para todos os gostos, estilos de vida e mais do que tudo, todos os tipos de bolso!
Resumo da ópera - Dois meses não são nem de longe suficientes para se ter uma idéia completa de imigração, entretanto já dá para imaginar o que vai ser a coisa daqui pra frente, dizer que estamos arrependidos, de jeito nenhum! Que vamos voltar para o Brasil? Não dá pra afirmar com certeza, mas os prognósticos são muito mais favoraveis a ficar aqui de vez e só voltar ao Brasil para rever a família e os amigos.
Muito importante - A gente vê nas estatísticas da Immagration Québec que os valores necessários para a sobrevivência nos primeiros meses são meio insólitas. Por exemplo no nosso caso, uma família de quatro pessoas, de acordo com o Ministério de Imigração do Québec $6.500 (Dolares Canadenses) seriam suficientes para os primeiros três meses aqui.
Entretanto quem fizer isso estará cometendo SUICÍDIO! Não há a menor possibilidade de se viver com 4 pessoas por um período de três meses com esse valor. A Fernanda ficou no Brasil, ou seja estamos por enquanto em 3 pessoas, os gastos são muito no começo, tem muita coisa pra ajeitar e o mais importante, tem aluguel e contas pra pagar.
Por isso fica uma dica, se de repente você tenha possibilidade e tempo hábil para juntar mais dinheiro no Brasil, faça! Traga o máximo que puder, nunca venha com o mínimo estipulado pelo Québec ou vai se ver em maus lençois. Nós levamos um susto bem grande, então fique atento!
Ah, outra coisa que queria mencionar aqui, o seguro saúde GTA é de fato muito bom, o Filipe precisou de médico por causa de uma alergia, no mesmo dia conseguimos e só desembolsamos para comprar os remédios, mesmo assim a GTA vai nos devolver. Então somos mais uma família a recomendar esse seguro.
Gente, é isso por enquanto mas nós vamos escrevendo, ok?
Muito obrigado a todos que nos mandam e-mails e deixam comentários no blog! Desculpem se ainda não respondemos tudo, mas fiquem à vontade para insistir, ok? rsrs
Um grande abraço à todos!
Ricardo

sexta-feira, agosto 14, 2009

Amigos para Sempre!!!

Amigos de Jornada,

Neste post gostaríamos de prestar uma pequena homenagem à algumas pessoas que fizeram e estão fazendo uma grande diferença em nossas vidas aqui no Québec, mesmo antes de chegar aqui "eles" já estavam fazendo essa grande diferença.

Existe um ditado que diz e que adoramos: "Quem tem amigos não morre pagão"

Quero começar no Brasil com algumas pessoas que fazem parte de nossas vidas e que não são simplesmente amigos, são parte de nós, são família de alma!


Vamos falar aqui do Alecsander, vulgo Ale, esse cara é meu carma desde o tempo do primário no bom e velho Maffei Vitta, esse cidadão sempre esteve presente na minha vida e eu na dele, nossas famílias são amigas e já aprontamos muita coisa juntos.

Algumas vezes por razões indeterminadas estivémos longe um do outro, mas sempre sendo amigos e cada vez que nos reencontravamos a amizade continuou a mesma, sem cobranças, sem besteira.

Hoje, esse meu irmão querido está casado com uma pessoa M A R A V I L H O S A que é a Renata, que tem uma família nota mil também e que hoje é parte também da nossa família querida e a qual estimamos muito.

Esse meu amigo Ale, seu pai Zelão, suas irmãs Camila e Simone, a mamis querida "in memorian" Dona Rita foram e são muito presentes em minha vida. E agora esse meu brother

Ale fez uma diferença imensa na nossa vinda pra cá, deu uma força muito grande, além de levar nossas "malinhas" na sua pick-up que foi lotada!
Ale, valeu meu amigo, nós estamos aqui de portas abertas esperando você e a Re pra gente bater aquele papo e porque não tomar aquelas brejas!!! Certo?

Beijos pra vocês! Nós aqui amamos vocês!! Estamos mais aí do que vocês imaginam!!

É ou não é um casal lindo?!!



Agora falemos de um sujeito único, um cara centrado, cara de sério mas no fundo um tremendo sarrista, vive me sacaneando, aliás isso é uma peculiaridade de meus amigos, vivem me sacaneando!

Emerson, esse virou minha sombra à partir de 1992 quando ingressei no Derville Allegretti em São Paulo, desde então nos tornamos grandes amigos e aí foi mais um a entrar pra "família".
Por um tempo ele sumiu, aí do nada reapareceu e trouxe com ele a Flavinha, uma mulher extraordinária, batalhadora, íntegra e mais do que tudo A M I G A em todos os momentos de nossa vida.

Hoje o Emerson tem a Flavia, a Maria Cristina que é minha afilhada, a Michelle e o Emerson Filho que é um figurinha rara também.

Meus amigos queridos, JAMAIS esquecemos de vocês, obrigado por essa amizade sincera e por todo o carinho que sempre tiveram e tem conosco, esse Compadre aqui é meio largado mas traz vocês sempre no coração e nas orações, sempre!!
Muitos Beijos pra vocês!!

Da esquerda - Maria Cristina, Michelle, Emerson Filho, Flavia e atrás o Emerson.




Bom, dediquemos agora umas linhas à essa figura especial, uma amigona, uma pessoa divertida e sempre de bom humor, que não desgrudava de sua amiga irmã Lola nunca, aliás ainda não desgruda! Madame Eliana Braccaiolli (me perdoe se escrevi o sobrenome errado!rsrs).

A Eliana é daquele tipo de pessoa que tem um coração enorme, gosta de ajudar todo mundo e está sempre correndo pra cima e pra baixo com alguém.

Nem vou precisar dizer que ela também é parte da família, aliás ela, seu marido Gré e filhos. Olha o Gré merece destaque também, quando a gente vai pra casa deles em Caraguá é só risada, o Gré está sempre bem disposto e não sabe o que fazer pra gente ficar bem, não é um anfitrião, mas sim O anfitrião!

Eliana, do fundo do coração nós esperamos que você esteja fazendo bom proveito daquela "grana" toda que você recebeu no aeroporto!! hahaha!!

Falando sério, saiba que sentimos muito sua falta, principalmente a sua irmã Lola, ela adora quando fala contigo pelo skype!

Obrigado por tudo que fez e ainda faz por nós, principalmente no que diz respeito a minha mãe e a Ritinha!

Beijo grande pra você, Gré e a família toda!! Isso inclui a Brina também!!

Gré e Eliana - à esquerda da foto - Jantar de despedida na casa da mamis Therezinha
Vamos agora para uma estória de mais de dez anos atrás.

No final do ano de 1998 eu resolvi que iria me tornar Comissário de Bordo e que iria trabalhar para a TAM, então me inscrevi no curso ministrado pelo Aero Clube de São Paulo, comecei o curso em Dezembro.

Na ocasião conheci muita gente bacana, no meio dessa galera conheci a Erika Coelho, posteriormente vim a conhecer seu marido, Nilson Coelho e filhotinha deles que na época era uma pimpolhinha, a Babi.

Devido à demanda da profissão resolvi estudar Francês, o curso seria em casa mesmo com meu super avô Ricardo que tinha um livro do método Assimil chamado "O Francês sem Custo", mencionei no Aero Clube sobre isso e algumas pessoas se interessaram em também fazer o curso e no meio também estava a Erika. Para resumir, os únicos que fizeram o curso de ponta-à-ponta foram eu e a Erika.

Nem eu e nem a Erika nos tornamos comissários de bordo, entretanto devido ao curso me tornei amigo dela, do Nilson e da Babi.

Até bem pouco tempo atrás nós morávamos na mesma cidade e no mesmo bairro em São Paulo, agora moramos na mesma cidade e no mesmo bairro em prédios vizinhos, só que em Laval no Québec.

Erika, Nilson e Babi - Fica aqui nosso agradecimento por toda a força que vocês tem nos dado para a nossa adaptação aqui no Québec, jamais poderemos retribuir todo o apoio que temos recebido nessa fase tão delicada de nossas vidas.
Muito Obrigado, do fundo de nossos corações!

Foto de despedida dos Coelho e comemoração do nosso CSQ
Agora uma outra estória só que do final do ano 2000.

Em Dezembro de 2000 fui para os Estados Unidos fazer uma viagem de intercâmbio cultural, que na verdade é mão-de-obra barata para os EUA, o programa durou 4 meses e fui parar num hotel no Estado de New Hampshire, num vilarejo chamado Dix Ville Notch, muito próximo da fronteira com o Canadá.

Nesse hotel muita gente da América do Sul estava fazendo esse "intercâmbio", inclusive Brasileiros, mas ei que fiz amizade com dois tipo muito engraçados, um Peruano chamado Victor, ele é uma figura rara, o outro é um Colombiano chamado Santiago, figura rara também.

Nos tormamos amigos inseparáveis no hotel e chegamos até a comprar um carro velho com o qual demos boas risadas e até ganhamos algum dinheiro.

Final de Março/2001 cada qual retornou ao seu país de origem, mas a amizade não acabou ai, de jeito nenhum. Em Março/2001 recebi em São Paulo o Victor peruano que ficou na casa de minha família por 30 dias, todos da família sem excessão adoraram o cara, a Ro é fan de carteirinha dele e minha mãe então nem se fala.

Em 2003 retornei aos Estados Unidos só que dessa vez fui trabalhar e estudar em Boston só voltando ao Brasil em 2005, entretanto em 2004 aproveitando suas férias nos Estados Unidos, meu amigo Santiago e sua família foram me visitar em Boston, foi muito legal.

Retornei ao Brasil e só tinha uma idéia fixa, voltar para os EUA ou sair do Brasil, talvez Austrália, Nova Zelândia e quem sabe até o Canadá. Pois é, e não é que o bendito do Québec entrou na minha vida e na da Ro.

Um dia, ainda em São Paulo, recebi um telefonema do peruano, Victor, e ele mencionou que Santiago estava vivendo em Montréal e ele também estava aplicando para viver no Québec, e porque eu não fazia o mesmo, foi quando eu lhe disse que já estava no processo de imigração, ele quase não acreditou.

Enfim, no dia 27 de Junho de 2009 os três amigos finalmente se reencontram, dessa vez os três juntos novamente, depois de quase nove anos.

Hoje cada um de nós tem sua família, que agora são famílias amigas, saímos juntos e formamos agora uma família também. Nós passamos por alguns momentos meio complicados por aqui e tanto Victor como Santiago nos deram uma TREMENDA força, têm sido amigos demais e palavras nunca serão suficientes para agradecer à tudo que esses dois carinhas fizeram e estão fazendo por mim e por minha família.

Gracias por todo hermanos! Y ahora siempre juntos!

Da esquerda - Filipe, Victor, Maria Rosa, Ro e Ri. Aqui em Laval


Da esquerda - Estevan, Luis Miguel, Santiago, Nicolas, Monica e Ro.


Pois é, eu sempre digo para a Ro que somos pessoas de muita sorte, temos amigos maravilhosos, e não mencionamos todos aqui, isso não significa que os que não falamos são menos importantes, e agora aqui no Québec temos tambem uma super família, aliás três famílias, a nossa família de Brasileiros, Erika, Nilson e Babi (http://leslapins.wordpress.com/), nossa família Peruana, Victor e Maria Rosa, e por fim nossa família Colombiana, Santiago, Monica, Estevan e Nicolas.

E que bom que além desses amigos, estamos conhecendo gente maravilhosa através deles e assim vamos nos sentindo mais à vontade por aqui e menos deslocados, e assim a família vai aumentando.

Ah mas não podemos terminar sem mencionar estes amigos queridos que ficaram no Brasil mas que continuam bem pertinho de nossos corações:


Sr. Carlos, Miriam e família - Sem palavras pra descrever o que vocês representam!!


Telminha e família - Já estamos querendo um outro encontro daqueles!!!


Sueli, Paulo e família - Saudades de vocês!!!!!!!


Carlos Barussi - Como descrever um cara como você, não dá, simplesmente o máximo!

Magrão - Você é o cara, no jeito simples de ser dá uma lição de vida!

Tio Carlos e Tia Tuca - O casal mais doidinho que conhecemos e que ADORAMOS!


Agradecemos à Deus por essa benção tão grande de termos amigos de verdade!



E a todos nossos amigos,

MUITO OBRIGADO PELO CARINHO E A AMIZADE!!!

AMAMOS VOCÊS!!!